
“A demora injustificada em
ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos
conjuntos assumidos pelos Líderes do G20 desde 2009. Na eventualidade de
os Estados Unidos não lograrem ratificar as reformas de 2010 até o
final do ano, os líderes exortaram o G20 a agendar uma discussão sobre
as opções quanto aos próximos passos, conforme FMI se comprometera a
apresentar em janeiro de 2015”, defendeu o grupo em nota à imprensa.
No encontro, que ocorre em Brisbane,
na Austrália, a presidente Dilma comentou a situação econômica
internacional. "Em meio às dificuldades da conjuntura internacional, foi
fundamental que, em nosso último encontro, no Brasil, tivéssemos
aprovado a criação de dois importantes instrumentos, o Banco de
Desenvolvimento do Brics e o Acordo Contingente de Reservas, para
potencializar nossa atuação econômica e financeira", afirmou.
Os líderes dos cinco países se reuniram na manhã de sábado (20h30 de sexta-feira, no horário de Brasília), durante encontro do G20 na Austrália, onde se comprometeram a nomear chefe do Banco de Desenvolvimento antes da próximo cúpula.
Os Brics demonstraram seu otimismo
ao destacar que uma “recuperação forte e duradoura ainda está por se
materializar” depois da crise financeira de 2009. Eles ressaltaram a
importância das economias emergentes, que estão preparadas para choques
externos e têm sustentado o crescimento apesar de impactos de políticas
monetárias dos países desenvolvidos.
O grupo afirma ainda que é preciso
fazer mais para sustentar a demanda global no curto prazo e promover
investimento de longo prazo. Para isso, ressaltaram a necessidade de
investimentos e reformas econômicas.
Os presidentes e primeiros-ministros dos Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – reiteraram seu compromisso com a criação de um Banco de Desenvolvimento (NBD) e um Acordo Contingente de Reservas do grupo, que se reuniu na manhã de sábado (15), 20h30 de sexta-feira, no horário de Brasília, durante encontro do G20, na Austrália.
Eles anunciaram a formação do
Conselho de Administração Interino que conduzirá a próxima etapa do
estabelecimento do NBD e pediram que ministros de Finanças dos cinco
países designem o Presidentes e Vice-presidente do Banco. Assim como o
novo presidente, os Brics querem que as regras do Acordo de Reservas
estejam prontas antes da próxima reunião de Cúpula, que acontecerá na
Rússia em julho de 2015.
Os líderes cumprimentaram o Brasil pelo êxito da VI Cúpula do Brics e notaram os avanços na implementação do Plano de Ação de Fortaleza.
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/160601/G20-grupo-dos-BRICs-defende-reforma-do-FMI.htm
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